sábado, 30 de agosto de 2014

Cruz: o lugar do encontro




Já imaginou um lugar onde as barreiras não existem, onde só há liberdade de ser, coragem de ser, vida em abundância e criatividade sem limites?

Já imaginou um lugar onde sofrer também tem suas vantagens, onde se pode crescer e criar pontes ao invés de muros?

Já imaginou um lugar onde não há espaço para religiosidade, fundamentalismos, falsos moralismos ou conformismos, onde o céu é o limite e a jornada está apenas começando?

Imagine comigo este lugar, cuja localização não é um espaço geográfico, mas um estado de espírito, uma estrada que nos ajuda a sair de nós mesmos para alcançar o outro.

Este lugar tão somente é como uma cruz, cuja essência é o encontro com o transcendente (linha vertical) e com o outro (linha horizontal), cujo caminho me ajuda a sair de meu mundo, meus dogmas, de mim mesma com meus pressupostos de certo e errado.

Sou levada a conhecer novas perspectivas, a calçar os sapatos do outro, desembaraçando-me das fôrmas que me comprimem a vida e a liberdade. Sou desprendida do medo e da insegurança.

Caminho por entre as linhas verticais desta cruz e encontro-me com o Outro capaz de libertar-me com Sua verdade. Sou iluminada e inspirada a prosseguir sem oprimir, assim como não sou por Ele oprimida. 

Sou conduzida, então, a amar sem medida, e atravessar as linhas horizontais desta cruz, onde me vejo estendendo a mão para quem precisa tanto quanto eu de misericórdia e graça - porque não sou melhor do que ninguém - e o faço não por constrangimento externo.

Amo porque sou amada sem exigências. E sem exigências quero amar.

Aceito porque sou aceita.

Estendo a mão porque da mesma maneira fui resgatada. 

E, se porventura me exigem além de meus limites, retorno ao encontro dAquele que não me exige nada, para reaprender a perdoar e a continuar, sem a necessidade de dar por tudo explicações - porque o Outro me entende, foi o único que já calçou meus sapatos e é o único que nada pede de mim.

Posso confiar neste lugar de encontro. Posso seguir neste estado de espírito sem medo, sem constrangimento. Não me envergonho de trilhar este caminho porque é o único onde vejo e sou vista como sou.

Isto é liberdade, é coragem de ser e se desprender, coragem de se relacionar e aprender. E é neste lugar que desejo permanecer.

Angela Natel - agosto/2014.

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Cruz: o lugar do encontro




Já imaginou um lugar onde as barreiras não existem, onde só há liberdade de ser, coragem de ser, vida em abundância e criatividade sem limites?

Já imaginou um lugar onde sofrer também tem suas vantagens, onde se pode crescer e criar pontes ao invés de muros?

Já imaginou um lugar onde não há espaço para religiosidade, fundamentalismos, falsos moralismos ou conformismos, onde o céu é o limite e a jornada está apenas começando?

Imagine comigo este lugar, cuja localização não é um espaço geográfico, mas um estado de espírito, uma estrada que nos ajuda a sair de nós mesmos para alcançar o outro.

Este lugar tão somente é como uma cruz, cuja essência é o encontro com o transcendente (linha vertical) e com o outro (linha horizontal), cujo caminho me ajuda a sair de meu mundo, meus dogmas, de mim mesma com meus pressupostos de certo e errado.

Sou levada a conhecer novas perspectivas, a calçar os sapatos do outro, desembaraçando-me das fôrmas que me comprimem a vida e a liberdade. Sou desprendida do medo e da insegurança.

Caminho por entre as linhas verticais desta cruz e encontro-me com o Outro capaz de libertar-me com Sua verdade. Sou iluminada e inspirada a prosseguir sem oprimir, assim como não sou por Ele oprimida. 

Sou conduzida, então, a amar sem medida, e atravessar as linhas horizontais desta cruz, onde me vejo estendendo a mão para quem precisa tanto quanto eu de misericórdia e graça - porque não sou melhor do que ninguém - e o faço não por constrangimento externo.

Amo porque sou amada sem exigências. E sem exigências quero amar.

Aceito porque sou aceita.

Estendo a mão porque da mesma maneira fui resgatada. 

E, se porventura me exigem além de meus limites, retorno ao encontro dAquele que não me exige nada, para reaprender a perdoar e a continuar, sem a necessidade de dar por tudo explicações - porque o Outro me entende, foi o único que já calçou meus sapatos e é o único que nada pede de mim.

Posso confiar neste lugar de encontro. Posso seguir neste estado de espírito sem medo, sem constrangimento. Não me envergonho de trilhar este caminho porque é o único onde vejo e sou vista como sou.

Isto é liberdade, é coragem de ser e se desprender, coragem de se relacionar e aprender. E é neste lugar que desejo permanecer.

Angela Natel - agosto/2014.