sábado, 28 de junho de 2014

Ser gente



Me aproximo do animalesco nesta vida
Prá tentar me humanizar.
Sou tentada a largar a minha lida
No intento de um muro derrubar.

Perdão, segurança, liberdade.
Utopia de uma vida surreal.
Aprendendo com o que sofre de vaidade
Me rasgo inteira neste mundo desigual.

Pelo tempo que me gasto trabalhando
Sou questionada e tratada sem valor
Quando aviso que ao sair estou ajudando
Não entendem minha prova de amor.

Quando o erro vem do outro não se julga
A intenção é o que prova seu valor
Quando o erro vem de mim, se põe a culpa
Não importa que me cause tanta dor.

O que não percebo ao meu redor
É a humanização que se defende
Produtividade vem de meu suor
Mas o caminho que eu faço não se entende.

Sinalizo o que preciso prá viver
E tento equilibrar a situação
Que seja eu se alguém vir a perder
Nome, posse ou titulação.

Por isso agora tenho buscado chegar mais perto
Do que privado foi de liberdade, de uma vida decente.
Prá que, de algum jeito, fique mais claro o certo
Prá que de uma vez por todas eu vire gente.


Angela Natel – 28/06/2014

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Ser gente



Me aproximo do animalesco nesta vida
Prá tentar me humanizar.
Sou tentada a largar a minha lida
No intento de um muro derrubar.

Perdão, segurança, liberdade.
Utopia de uma vida surreal.
Aprendendo com o que sofre de vaidade
Me rasgo inteira neste mundo desigual.

Pelo tempo que me gasto trabalhando
Sou questionada e tratada sem valor
Quando aviso que ao sair estou ajudando
Não entendem minha prova de amor.

Quando o erro vem do outro não se julga
A intenção é o que prova seu valor
Quando o erro vem de mim, se põe a culpa
Não importa que me cause tanta dor.

O que não percebo ao meu redor
É a humanização que se defende
Produtividade vem de meu suor
Mas o caminho que eu faço não se entende.

Sinalizo o que preciso prá viver
E tento equilibrar a situação
Que seja eu se alguém vir a perder
Nome, posse ou titulação.

Por isso agora tenho buscado chegar mais perto
Do que privado foi de liberdade, de uma vida decente.
Prá que, de algum jeito, fique mais claro o certo
Prá que de uma vez por todas eu vire gente.


Angela Natel – 28/06/2014