terça-feira, 7 de novembro de 2017

TREINAMENTO MISSIONÁRIO





Instituto Nissi, um Treinamento Missionário inesquecível, com obreiros que são verdadeiros discípulos de Jesus e servos uns dos outros.
Saudades de cada aluno, de cada obreiro, de cada momento que passamos juntos.
Preparado para servir? As inscrições estão abertas!
Saiba mais em
institutonissi.com.br

domingo, 5 de novembro de 2017

Desafio aceito 😚🙋‍♀️




"Eu falhei às vezes, falhei como filha, irmã, esposa/namorada, tia, colega, professora, amiga e até como mãe.
Nem sempre digo as coisas certas ou nos momentos certos. 
Não sou a mulher mais bonita do mundo, mas sou eu... Adoro comer, tenho celulite, tenho gordurinhas localizadas e tenho cicatrizes porque tenho uma história. Tenho muitas histórias.....
Algumas pessoas me amam, outras gostam de mim, outras não me suportam. 
Fiz coisas boas, fiz coisas erradas, fiz coisas que me orgulho e fiz coisas que me arrependo. 
Saio sem maquiagem e às vezes nem arrumo o cabelo, mas também quando me produzo... Não pretendo ser alguém que não sou. Eu sou quem sou, vc pode me amar ou não. 
Mas pode ter certeza de que se eu te amo, faço com todo o meu coração, sou intensa e verdadeira!!!❤"
Não me desculpo por ser eu! Pelo contrário...
Acolho e rio...😂😂😂
Te desafio a publicar isso e compartilhar uma imagem sua se você estiver em paz com quem você é...😉😉

domingo, 3 de setembro de 2017

X-men: missionário/voluntário




Apesar de estar envolvida no trabalho missionário/voluntário há mais de 20 anos, ainda encontro-me aprendendo a respeito de nossos limites.
E se repito o discurso sobre meus limites, é porque ainda se faz necessária tal repetição.
Ainda se ignora a humanidade do missionário/voluntário.
Ainda ele é tido por super-herói, inumano, mutante, feito única e exclusivamente para oferecer-se a si mesmo e o que tem a outros, indiscriminadamente.
E eis que este ser se torna incômodo quando pede ajuda voluntária e financeira para seu sustento, quando faz campanhas, quando pede para si.
Porque pedir ajuda e mostrar limitações descaracteriza este ser mutante, feito para servir e se desgastar. Dizer ‘não’ é algo impensável em sua realidade, por isso assusta, e até escandaliza.
E é por isso que tenho encontrado, nesses anos todos de caminhada, vários missionários/voluntários que me impedem de publicar suas fotos em um momento de alegria, descanso ou diversão, com medo de perder seu sustento, seus apoiadores, qualquer ajuda financeira.
Não, porque ao missionário/voluntário não é permitido descansar, se divertir, muito menos às custas dos outros. Seria um abuso.
Talvez seja por isso essa constante incerteza e insegurança em que me encontro atualmente na vida. Durante 11 meses no ano realizo um trabalho missionário/voluntário, sem qualquer expectativa de retorno. Porém, quando tenho a oportunidade, não escondo um momento de descanso, diversão, renovo de forças. Assim, somente aqueles que de fato compreendem todas as implicações dessa vida de missionário/voluntário é que se engajam em apoiar-me e ajudar em meu sustento. E, por isso, posso dizer: são muito poucos os que compreendem.
Até mesmo este texto, que agora escrevo, implica em risco de perda de apoiadores, perda de sustento financeiro, perda de empatia para com meu trabalho e o que tenho a oferecer. Entretanto, se o escrevo, não é pensando em mim, mas nas próximas gerações de missionários/voluntários.
E, com tristeza, ainda afirmo: nem dentro das agências missionárias há essa compreensão. Temos nossas funções, um lugar para repousar a cabeça. Mas, caso digamos ‘não’ para alguém ou alguma atividade, somos tentados a nos sentirmos culpados e até indagados a dar explicações.
Não nos é permitido o descanso, seja no campo, seja na base - isso seria impensável. Alguns, com posição de maior responsabilidade, com cargos de maior reconhecimento, até podem se dar ao luxo de tirar um mês de férias. Mas sem esse reconhecimento, uma semana sem atender às demandas da missão seria abuso.
Não, o missionário/voluntário é tratado de acordo com sua produtividade, é um ser-máquina que, quando der problema, deverá ser trocado por outro que melhor atenda às necessidades de onde serve. Deve ceder sua casa, caso não seja sua, deve ceder seu posto a alguém que atenda à demanda.
Não, não pode se dar ao luxo de postar uma foto se divertindo, não pode recusar uma atividade que o desgaste, precisa seguir o fluxo do que é considerado normalidade, e precisa sempre enviar relatórios de sua produtividade e dar explicações de suas impossibilidades.
Não, o missionário/voluntário não é humano. Deve ser esperado dele sempre o maior rendimento, exigido dele até que se manifeste em seu limite.
E este ser é descaracterizado quando se torna parte de uma instituição missionária/voluntária. Perde sua identidade individual e a ele não é permitido manifestar-se sem que esteja dentro dos padrões da referida instituição.
Não, não é uma pessoa – é um missionário/voluntário.


Angela Natel – 03/09/2017.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Já fui indagada algumas vezes...


Já fui indagada algumas vezes...
Se já lecionei essa disciplina, por que tomar tempo preparando novamente as aulas para a nova turma?
Bem, relaciono essa indagação a outra, irremediavelmente:
Por que os alunos aprendem e gostam das aulas?
Porque nunca leciono a mesma aula duas vezes.
É preciso se atualizar, é preciso criar, desenvolver, crescer, melhorar.
É preciso não ter medo de arriscar, inovar, muito menos de trabalhar.
Por isso não é tempo perdido preparar as aulas da mesma disciplina sempre que uma nova turma está prestes a cursá-la.

A aventura e minha expectativa, porém, permanece sendo repetida: o que Deus preparou de novo dessa vez?
Vale a pena trabalhar e esperar para ver.
Angela Natel

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Coliseu



Tantos apertos de um lado e do outro
Gritos alvoroçados
Muitos se espremem para ver o espetáculo
Ansiosos e hipnotizados.

Suor que escorre pelos rostos
Todo desconforto vale a pena
Não importa a fome que massacra o corpo
Contanto que eletrizante seja a cena.

Então os tambores soam, impetuosos
Arrepio que corre a pele toda
Tremores chacoalham os corpos
Sob o escaldante sol a trompa soa.

Entram eles, espetáculo público,
Todos os que consideramos a escória da humanidade:
Os falhos, inferiores, os que nos decepcionam de súbito
Os subordinados, os vis, os que traem lealdade.

Sim, o massacre vai começar
E as feras são, devidamente, soltas,
Exposição pública, flagelo, palavras ao ar,
E muitas formas de violência para serem servidas estão prontas.

A laceração do outro excita
E traz satisfação
A posição de juiz é atraente e evita
Que sejamos o alvo da humilhação.

Assim esquecemos a fome
A injustiça e nossa própria responsabilidade.
Damos para cada demônio um nome
E tratamos tudo com leviandade.

Dessa forma, nos justificamos a nós mesmos
E endeusamos nosso comportamento
Jogamos todas as palavras torpes que temos
A fim de produzir um belo julgamento.

Ao ignorar que podemos estar errados
Celebramos um belo espetáculo
De carne, sangue, pele e vísceras no tablado
De nosso santo tabernáculo.


Angela Natel – 09/08/2017


TREINAMENTO MISSIONÁRIO





Instituto Nissi, um Treinamento Missionário inesquecível, com obreiros que são verdadeiros discípulos de Jesus e servos uns dos outros.
Saudades de cada aluno, de cada obreiro, de cada momento que passamos juntos.
Preparado para servir? As inscrições estão abertas!
Saiba mais em
institutonissi.com.br

Desafio aceito 😚🙋‍♀️




"Eu falhei às vezes, falhei como filha, irmã, esposa/namorada, tia, colega, professora, amiga e até como mãe.
Nem sempre digo as coisas certas ou nos momentos certos. 
Não sou a mulher mais bonita do mundo, mas sou eu... Adoro comer, tenho celulite, tenho gordurinhas localizadas e tenho cicatrizes porque tenho uma história. Tenho muitas histórias.....
Algumas pessoas me amam, outras gostam de mim, outras não me suportam. 
Fiz coisas boas, fiz coisas erradas, fiz coisas que me orgulho e fiz coisas que me arrependo. 
Saio sem maquiagem e às vezes nem arrumo o cabelo, mas também quando me produzo... Não pretendo ser alguém que não sou. Eu sou quem sou, vc pode me amar ou não. 
Mas pode ter certeza de que se eu te amo, faço com todo o meu coração, sou intensa e verdadeira!!!❤"
Não me desculpo por ser eu! Pelo contrário...
Acolho e rio...😂😂😂
Te desafio a publicar isso e compartilhar uma imagem sua se você estiver em paz com quem você é...😉😉

Game of Thrones - Mulheres


Música: Believer (Imagine Dragons)

X-men: missionário/voluntário




Apesar de estar envolvida no trabalho missionário/voluntário há mais de 20 anos, ainda encontro-me aprendendo a respeito de nossos limites.
E se repito o discurso sobre meus limites, é porque ainda se faz necessária tal repetição.
Ainda se ignora a humanidade do missionário/voluntário.
Ainda ele é tido por super-herói, inumano, mutante, feito única e exclusivamente para oferecer-se a si mesmo e o que tem a outros, indiscriminadamente.
E eis que este ser se torna incômodo quando pede ajuda voluntária e financeira para seu sustento, quando faz campanhas, quando pede para si.
Porque pedir ajuda e mostrar limitações descaracteriza este ser mutante, feito para servir e se desgastar. Dizer ‘não’ é algo impensável em sua realidade, por isso assusta, e até escandaliza.
E é por isso que tenho encontrado, nesses anos todos de caminhada, vários missionários/voluntários que me impedem de publicar suas fotos em um momento de alegria, descanso ou diversão, com medo de perder seu sustento, seus apoiadores, qualquer ajuda financeira.
Não, porque ao missionário/voluntário não é permitido descansar, se divertir, muito menos às custas dos outros. Seria um abuso.
Talvez seja por isso essa constante incerteza e insegurança em que me encontro atualmente na vida. Durante 11 meses no ano realizo um trabalho missionário/voluntário, sem qualquer expectativa de retorno. Porém, quando tenho a oportunidade, não escondo um momento de descanso, diversão, renovo de forças. Assim, somente aqueles que de fato compreendem todas as implicações dessa vida de missionário/voluntário é que se engajam em apoiar-me e ajudar em meu sustento. E, por isso, posso dizer: são muito poucos os que compreendem.
Até mesmo este texto, que agora escrevo, implica em risco de perda de apoiadores, perda de sustento financeiro, perda de empatia para com meu trabalho e o que tenho a oferecer. Entretanto, se o escrevo, não é pensando em mim, mas nas próximas gerações de missionários/voluntários.
E, com tristeza, ainda afirmo: nem dentro das agências missionárias há essa compreensão. Temos nossas funções, um lugar para repousar a cabeça. Mas, caso digamos ‘não’ para alguém ou alguma atividade, somos tentados a nos sentirmos culpados e até indagados a dar explicações.
Não nos é permitido o descanso, seja no campo, seja na base - isso seria impensável. Alguns, com posição de maior responsabilidade, com cargos de maior reconhecimento, até podem se dar ao luxo de tirar um mês de férias. Mas sem esse reconhecimento, uma semana sem atender às demandas da missão seria abuso.
Não, o missionário/voluntário é tratado de acordo com sua produtividade, é um ser-máquina que, quando der problema, deverá ser trocado por outro que melhor atenda às necessidades de onde serve. Deve ceder sua casa, caso não seja sua, deve ceder seu posto a alguém que atenda à demanda.
Não, não pode se dar ao luxo de postar uma foto se divertindo, não pode recusar uma atividade que o desgaste, precisa seguir o fluxo do que é considerado normalidade, e precisa sempre enviar relatórios de sua produtividade e dar explicações de suas impossibilidades.
Não, o missionário/voluntário não é humano. Deve ser esperado dele sempre o maior rendimento, exigido dele até que se manifeste em seu limite.
E este ser é descaracterizado quando se torna parte de uma instituição missionária/voluntária. Perde sua identidade individual e a ele não é permitido manifestar-se sem que esteja dentro dos padrões da referida instituição.
Não, não é uma pessoa – é um missionário/voluntário.


Angela Natel – 03/09/2017.

Já fui indagada algumas vezes...


Já fui indagada algumas vezes...
Se já lecionei essa disciplina, por que tomar tempo preparando novamente as aulas para a nova turma?
Bem, relaciono essa indagação a outra, irremediavelmente:
Por que os alunos aprendem e gostam das aulas?
Porque nunca leciono a mesma aula duas vezes.
É preciso se atualizar, é preciso criar, desenvolver, crescer, melhorar.
É preciso não ter medo de arriscar, inovar, muito menos de trabalhar.
Por isso não é tempo perdido preparar as aulas da mesma disciplina sempre que uma nova turma está prestes a cursá-la.

A aventura e minha expectativa, porém, permanece sendo repetida: o que Deus preparou de novo dessa vez?
Vale a pena trabalhar e esperar para ver.
Angela Natel

Coliseu



Tantos apertos de um lado e do outro
Gritos alvoroçados
Muitos se espremem para ver o espetáculo
Ansiosos e hipnotizados.

Suor que escorre pelos rostos
Todo desconforto vale a pena
Não importa a fome que massacra o corpo
Contanto que eletrizante seja a cena.

Então os tambores soam, impetuosos
Arrepio que corre a pele toda
Tremores chacoalham os corpos
Sob o escaldante sol a trompa soa.

Entram eles, espetáculo público,
Todos os que consideramos a escória da humanidade:
Os falhos, inferiores, os que nos decepcionam de súbito
Os subordinados, os vis, os que traem lealdade.

Sim, o massacre vai começar
E as feras são, devidamente, soltas,
Exposição pública, flagelo, palavras ao ar,
E muitas formas de violência para serem servidas estão prontas.

A laceração do outro excita
E traz satisfação
A posição de juiz é atraente e evita
Que sejamos o alvo da humilhação.

Assim esquecemos a fome
A injustiça e nossa própria responsabilidade.
Damos para cada demônio um nome
E tratamos tudo com leviandade.

Dessa forma, nos justificamos a nós mesmos
E endeusamos nosso comportamento
Jogamos todas as palavras torpes que temos
A fim de produzir um belo julgamento.

Ao ignorar que podemos estar errados
Celebramos um belo espetáculo
De carne, sangue, pele e vísceras no tablado
De nosso santo tabernáculo.


Angela Natel – 09/08/2017